Reunião

Descrição do território

Localizada no sudoeste do Oceano Índico, a Reunião é a única região europeia no hemisfério sul e a mais distante da Europa continental. Região ultraperiférica da União Europeia, a ilha da Reunião representa um mercado interno que deverá passar de 800.000 habitantes para um milhão de habitantes em 2030. A ilha dispõe de infraestruturas modernas e eficientes a nível europeu, o que a coloca na vanguarda na zona do Oceano Índico em termos de equipamentos. Com mais de 1.200 km de estradas nacionais e municipais, a rede rodoviária é eficiente e dotada de estruturas excecionais. A construção da nova via rápida costeira entre o norte e o oeste garantirá um eixo de comunicação vital que permitirá ligar os dois principais centros económicos da ilha. Perante as futuras tendências demográficas, está prevista a construção de um monotrilho na área urbana de Saint-Denis e a implementação de transporte mediante instalações por cabo nas áreas urbanas.

Dois aeroportos internacionais permitem que a Reunião esteja permanentemente aberta ao resto do mundo: 2,2 milhões de passageiros transitam por esta ilha todos os anos. O grande porto marítimo, um porto internacional de águas profundas, é o quarto maior porto francês em volume de contentores manobrados. 99% do território está interligado por banda larga graças a uma rede de qualidade que incorpora várias tecnologias. A Reunião conta também com modernas instalações sanitárias, equipadas com as instalações públicas mais eficientes na zona do Oceano Índico.

O desenvolvimento económico da Reunião resulta também de uma mão-de-obra dinâmica, uma vez que 40% da população tem menos de 25 anos e um bom rendimento graças a um sistema de formação europeu de qualidade. A Universidade recebe cerca de 12.000 estudantes por ano e oferece 140 cursos diferentes. Os cursos de engenharia abrangem as áreas da tecnologia, processamento de alimentos, construção e desenvolvimento sustentável. A ilha possui, igualmente, estruturas de ensino superior especializadas em administração, restauração, hotelaria, imagem e artes.

Graças aos seus excecionais recursos naturais, a Reunião oferece um ambiente privilegiado para a investigação e a inovação na área das energias renováveis, tecnologias ambientais, biodiversidade e saúde. Reúne 40 laboratórios de investigação públicos e privados. É a sede do único Pólo de competitividade ultramarino para a inovação e os recursos naturais – Qualitropic – bem como um dos dez ciclotrões franceses – o Cyroi – uma plataforma de tecnologia biomédica. A isto, acresce o facto de possuir uma estação de teledeteção espacial e uma estação de observação da atmosfera.

Terra de fusão de culturas, a identidade da ilha da Reunião foi e continua a ser construída, no diálogo, através de um processo dinâmico de miscigenação sob múltiplas formas: social, cultural, artística e patrimonial. Essa diversidade é acompanhada por fortes relações culturais e económicas com os países de origem – de África, Ásia e Europa –  cujo potencial está longe de ser plenamente explorado.

Nesse contexto, a ilha da Reunião deve ser capaz de promover essa simbiose de sucesso entre as populações e as culturas que a compõem, de forma a transformar-se num espaço privilegiado de experimentação, cujo know-how adquirido pode ser transferido para os países vizinhos, tornando-se uma vitrine tecnológica europeia, a partir da qual a Reunião poderá desenvolver um novo modelo económico.

 

Perfil geográfico e climático

A Reunião, uma ilha subtropical vulcânica sujeita às adversidades climáticas e riscos naturais, carateriza-se por possuir terrenos montanhosos, microclimas, uma riqueza excecional e uma diversidade de ambientes e recursos naturais. A sua localização geográfica posiciona-a como um centro europeu ideal para a observação atmosférica e vigilância do ambiente assistida por satélite.

A sua biodiversidade única, que concentra milhares de espécies naturais e endémicas, torna-a um dos trinta e quatro “hot spots” mundiais da biodiversidade terrestre e marinha. As suas bacias, picos e muralhas sãp classificados como Património Mundial da UNESCO desde 2010. O território é protegido tanto no Parque Natural des Hauts como na Reserva Marinh, fazendo com que 42% da superfície da ilha e 80 km de sua costa sejam espaços protegidos.

Finalmente, o relevo acidentado implica uma concentração da população principalmente na costa, o que cria um impacto direto nas condições de vida dos habitantes. Este desequilíbrio entre zonas altas e baixas gera disparidades significativas em termos de atratividade, emprego e acessibilidade, assim como acesso aos serviços em detrimento das áreas rurais.

Descrição do tecido produtivo

50.400 empresas compõem os principais setores de mercado não agrícola e não financeiro no arquipélago da Reunião. Estas empresas geram um valor agregado de 6,9 bilhões de euros para uma faturação de 24,2 bilhões de euros.

A saúde, a ação social e a educação (sem incluir o setor público), as atividades científicas e técnicas, os serviços administrativos e de apoio às empresas, o pequeno comércio e, por fim, a construção, contribuem muito para a criação de riqueza.

Três quartos dos comerciantes da Reunião não têm empregados. Os restantes empregam 88.500 pessoas a tempo inteiro. A Reunião conta com 11.500 empresas com 1 a 9 funcionários, 1.600 com 10 a 249 e 18 com mais de 250.

Nos últimos anos, a economia da Reunião tem-se revelado particularmente dinâmica. Desde 2014, o crescimento foi consolidado. Pelo terceiro ano consecutivo, o PIB aumentou 3,1% em termos de volume, após atingir 2,8% em 2015 e 3,1% em 2014.

Essa melhoria beneficiou, no ano de 2017, a maioria dos setores. A agricultura mantém a sua atividade com uma campanha crescente de cana-de-açúcar. A construção prossegue sobretudo em obras rodoviárias, aeroportos e centros hospitalares. A situação da indústria do turismo é particularmente favorável. Na verdade, o turismo continua a recuperar, verificando-se que mais de 500.000 turistas estrangeiros foram recebidos em 2017, traduzindo-se em 356,2 milhões de euros em receitas, aumentos de 10,8% e 9,5%, respetivamente.

Se os setores tradicionais (construção, agricultura, pescas) estão ligados a este desempenho, a Reunião decidiu, em paralelo, fazer face ao desafio da “bioeconomia”, convertendo-o num dos principais motores do seu crescimento económico ao longo dos próximos anos. O desenvolvimento das energias renováveis, do ecoturismo, da economia digital, a inovação e a investigação permitem proteger e potenciar ao mesmo tempo o património natural da ilha, reduzir a sua vulnerabilidade e dependência, mantendo uma competitividade e prosperidade sustentável. O contexto social e económico da Reunião (particularmente a baixa taxa de emprego) conferem-lhe uma dimensão particular: o crescimento verde na Reunião deve também proporcionar formação e postos de trabalho a pessoas mais afastadas do mercado de trabalho. Portanto, a estratégia tem como objetivo promover novos motores de crescimento que respeitem o meio ambiente, melhorem a qualidade de vida da população e contribuam para os esforços internacionais de combate às alterações climáticas.

Setores importantes:

Energias renováveis

 

Por ser uma zona não interconectada (ZNI), a Reunião posicionou-se rapidamente como um verdadeiro laboratório de exploração de energias renováveis (EnR), que representam 36,5% da eletricidade produzida na ilha.

A energia hidroelétrica, a fonte renovável mais antiga, representa 17,1% da produção total da ilha. Seis centrais hidroelétricas estão em funcionamento e as barragens Rivière de l’Est (67,2 MW) e Takamaka (43,3 MW) são os dois principais fornecedores de eletricidade. Tendo em conta a precipitação excecional na zona este da ilha, estas barragens são fontes seguras de energia disponíveis para compensar picos inesperados de consumo, assim como a possível falta de produção de outras fontes de energia renováveis.

A central elétrica de Bois-Rouge produz até 10% da eletricidade do território, queimando resíduos fibrosos da cana-de-açúcar.

A energia fotovoltaica também está altamente desenvolvida: a superfície dos painéis solares térmicos instalados na ilha coloca-a entre as primeiras regiões da Europa. A Reunião já excedeu largamente a meta que pretendia: a instalação de 150.000 aquecedores solares de água.

Outra energia renovável é a metanização de resíduos, que produz biogás e depois o transforma em eletricidade. A empresa Veolia, na sua fábrica de Saint-Louis, fornece 2 MW de eletricidade por ano. Finalmente, os testes de energia marinha apontam para a procura de outros recursos de energia limpa. A exploração do poder das ondas (projetos Pelamis e Ceto) ou o arrefecimento por água do mar profunda são testados na ilha ou estão em exploração.

Face aos problemas chave apresentados nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) adotados pelas Nações Unidas em setembro de 2015 (pressão demográfica, globalização do comércio, alterações climáticas, gestão de recursos naturais, segurança alimentar), a Região está  determinada a responder ao desafio de um mundo sem carbono, incentivando, em particular, o autoconsumo, e integrando a sua ação nos objetivos estabelecidos pela lei da transição energética para o crescimento verde: metade da sua produção de eletricidade resultará de energias renováveis em 2020 e a autonomia energética será alcançada em 2030.

Energías Renovables

Zona no interconectada (ZNI), la Reunión se ha establecido en poco tiempo como verdadero laboratorio de explotación de energías renovables (EERR) que suponen el 36,5% de la electricidad producida en la isla. 

Turismo

Desde 2010, têm vindo a ser implementadas novas perspetivas estratégicas no setor do turismo, como a restruturação da oferta, o estabelecimento de circuitos turísticos diferenciados, um melhor posicionamento do destino “Reunião” e, por último, “novos empregos” no turismo.

O ano de 2017 foi particularmente intenso e rentável para os profissionais de turismo da ilha, já que recebeu mais de 500.000 turistas, mais 11% do que em 2016, ano que já tinha registado um aumento de afluência.

O ano de 2017 também permitiu que a indústria de cruzeiros se desenvolvesse ainda mais, uma vez que o número de passageiros na ilha atingiu um recorde histórico: 35 navios e mais de 43.276 passageiros de cruzeiros chegaram à ilha durante esse período. É importante notar que o aumento das visitas turísticas em 2017 teve um efeito imediato na economia local, uma vez que a receita externa referente ao turismo ultrapassou os 350 milhões de euros.

Todos estes dados demonstram não só a eficácia das estratégias transversais implementadas pela IRT e a ilha da Reunião, mas também, e sobretudo, a dinâmica turística de que o destino da Reunião faz hoje parte (circuito Maurícia, Madagáscar, Comores, Seychelles).

Turismo

La situación de la industria turística es particularmente favorable. De hecho, la mejora continúa en el sector turístico, con más de 500.000 turistas extranjeros llegados en 2017 y 356,2 millones de euros de ingresos, es decir, un crecimiento del 10,8 % y del 9,5% respectivamente.. 

Digital

 

O desenvolvimento de redes de banda larga de alta e muito alta velocidade (THD) tornou-se essencial para a abertura digital e a competitividade do território. Com a finalidade de garantir o acesso à THD aos habitantes da Ilha da Reunião e também dotar todo o território da velocidade necessária para aceder aos novos serviços e aplicações futuras, será instalada uma rede de fibra ótica em áreas abandonadas pelos operadores a partir de 2018.

Até 2020, 400.000 ilhéus vão beneficiar da fibra ótica, o que fará da Reunião a primeira região francesa completamente coberta pela THD. Em 2016, 42 escolas secundárias foram interligadas através de uma rede privada e segura, foram instalados nas 44 escolas secundárias públicas da ilha 198 terminais Wi-Fi seguros e 18 escolas secundárias tinham ligações com fibra ótica.

Agricultura

La central energética de Bois-Rouge produce hasta el 10% de la electricidad del territorio con la quema de bagazo, los residuos fibrosos de la caña de azúcar.


 

 Reunión em fotos

  • Piton de la Fournaise